Março 23, 2009

de Sol sem Imagem

..........................................O ESTRANGEIRO


Meus amigos partiram em turnos, descrentes da espera. Resto só na boca da gruta.

O Tritão gravado na cova, a melena de moluscos mortos, o mar extinto

O campo, a nós infinito desde sempre, respiro em um pouco de ar

Como se por anos a fio eu olhara esta paisagem nunca antes vista

Um pássaro único, em rota eterna, descreve o arco do infinito

A terra aberta Toda campo

Imóvel à beira do fogo, onde os homens são antigos

Em cada gesto reverência, em cada olhar adoração

O lençol da calma desdobra as quatro bordas do campo que o verdor do campo venta

Assisto ao ocaso dos séculos

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